E, para mim, hoje foi um dia de notícias felizes. Apesar de não podermos dizer que está tudo no seu devido lugar, o caminho faz-se com a certeza de que estamos a dar os passos certos num rumo que, mais que a meta, irá mudar o nosso futuro.
Esperam-se mais passos, mesmo que atrapalhados, mais dias iluminados, mesmo que à procura do nosso lugar. O que importa é que, independentemente de todos os obstáculos, chegaremos a bom porto.
Uma palavra de todos os dias. Um gesto. Uma canção. Em cada dia uma cor. Em cada dia um pouco de nós.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
NOVOS DIAS SE APROXIMAM
NOVOS DIAS SE APROXIMAM
Pois é. Depois de mais de dois anos sem vos actualizar, volto à vida. Nestes dois anos em que a minha vida esteva praticamente refém do meu trabalho, (que apesar de pagar bem e de o cumprir com facilidade) perdi alguns momentos preciosos com a minha família e até a minha inspiração.
No início deste ano mudei de trabalho. Apesar de um salário menor e mais responsabilidades, deu-me também tempo para viver e uma aprendizagem constante que me dá mais motivação e confiança no futuro. Mais importante do que este trabalho, que muitas vezes é, também frustrante e sem resultados profissionais, é a mudança de vida que eu queria. Isso vi claramente.
E agora, encontro-me de novo em tempos de mudança. Talvez mudar de vida não chegue, até seja preciso mudar de cidade, e neste caso, de trabalho de novo, quem sabe...O mais importante na vida é sempre a família e eu não tenho medo do futuro.
Enganem-se aqueles que nos metem medo com a crise, que nos perguntam "mudar para quê, se tens trabalho?", que nos tentam conformar, confortar até, com uma vida que, a longo prazo, não queremos. Vamos sempre lutar. Onde quer que a vida nos leve, nós vamos, corajosos, porque sabemos o que é importante e acreditamos em nós.
Pois é. Depois de mais de dois anos sem vos actualizar, volto à vida. Nestes dois anos em que a minha vida esteva praticamente refém do meu trabalho, (que apesar de pagar bem e de o cumprir com facilidade) perdi alguns momentos preciosos com a minha família e até a minha inspiração.
No início deste ano mudei de trabalho. Apesar de um salário menor e mais responsabilidades, deu-me também tempo para viver e uma aprendizagem constante que me dá mais motivação e confiança no futuro. Mais importante do que este trabalho, que muitas vezes é, também frustrante e sem resultados profissionais, é a mudança de vida que eu queria. Isso vi claramente.
E agora, encontro-me de novo em tempos de mudança. Talvez mudar de vida não chegue, até seja preciso mudar de cidade, e neste caso, de trabalho de novo, quem sabe...O mais importante na vida é sempre a família e eu não tenho medo do futuro.
Enganem-se aqueles que nos metem medo com a crise, que nos perguntam "mudar para quê, se tens trabalho?", que nos tentam conformar, confortar até, com uma vida que, a longo prazo, não queremos. Vamos sempre lutar. Onde quer que a vida nos leve, nós vamos, corajosos, porque sabemos o que é importante e acreditamos em nós.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Diário de uma miúda à procura de emprego
Deixei de vos contextualizar, mas a verdade é que aconteceu muita coisa desde a última vez que escrevi: Fui a entrevistas, acreditei que ficava nas que mais me interessavam, desesperei, fiquei seleccionada na que menos me inspirava confiança mas acreditei, fui para Espanha em formação, sonhei, fiquei muito feliz por já ter emprego, já me desiludi, vi que não era bem o que me venderam, mas continuei a tentar. Pelo menos agora tenho trabalho e quando aparecer aquilo que realmente me faz feliz eu vou saber:) E é bom ter dinheiro para as minhas coisas porque o paulinho começou a dar alguns problemas e em Maio entra o seguro. Ainda estou à procura de emprego mas agora pouco tempo tenho para estar em casa:) Isso é a parte que me deixa mais feliz:)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Diário de uma miúda à procura de um emprego 15/11/2011
Finalmente, depois de meses de envio de currículos, o meu trabalho árduo está, finalmente, a compensar: Esta semana vou a duas entrevistas e são as duas de trabalhos que eu penso que gostaria de ter. Digo penso porque nunca sabemos como será uma coisa até experimentar. Espero que a coisa comece, finalmente, a engrenar e que brevemente esteja num trabalho que me motive e me deixe feliz. Fingers crossed:)
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Diário de uma miúda à procura de um emprego 08/11/2011
Já passou algum tempo desde a minha última publicação, mas lembram-se de vos falar de um concurso em que queria participar com uma receita? Pois é, ganhei um livro nesse concurso, o que me deixou bastante contente. Ainda por cima, o meu namorado voltou de viagem estes dias, quase de surpresa, por isso, de repente, os meus dias ficaram muito mais alegres:) Quanto à procura de emprego, a razão dos meus dias e de qualquer pessoa à procura de emprego, a verdade é que não têm aparecido muitos anúncios, mas não me vou abaixo, penso que a fórmula do sucesso nos tempos que correm é ser persistente e resistente. Claro que gostava de estar melhor e poder ajudar a minha família, mas sei que isso vai acabar por acontecer.
Estes dias tive cá uma das minhas amigas, e foram dias muito divertidos: fomos às compras juntas, demos opiniões uma à outra e, acima de tudo, divertimo-nos bastante. É bom continuar a manter laços, não se pode dizer que não é bom ter tempo para estas coisas, embora o dinheiro para gastar não seja muito.
Nestes dias que passaram, e desde a última vez que escrevi, já fui a casa, já comprei materiais necessários para voltar a dedicar-me à pintura e já muita coisa aconteceu. No entanto, continuo a mesma, e a acreditar que amanhã virá um dia melhor. Será hoje aquele dia especial?:)
Estes dias tive cá uma das minhas amigas, e foram dias muito divertidos: fomos às compras juntas, demos opiniões uma à outra e, acima de tudo, divertimo-nos bastante. É bom continuar a manter laços, não se pode dizer que não é bom ter tempo para estas coisas, embora o dinheiro para gastar não seja muito.
Nestes dias que passaram, e desde a última vez que escrevi, já fui a casa, já comprei materiais necessários para voltar a dedicar-me à pintura e já muita coisa aconteceu. No entanto, continuo a mesma, e a acreditar que amanhã virá um dia melhor. Será hoje aquele dia especial?:)
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Diário de uma miúda à procura de um emprego 28/10/2011
Afinal a vida de uma miúda à procura de emprego não é assim a seca que se pode pensar. Nem sequer tive tempo de escrever ontem, porque foi um dia bastante movimentado. A manhã é sempre calma, e dá tempo para um pequeno almoço relaxado, o que é a minha prioridade do dia. Logo a seguir ao pequeno almoço, decidi que queria experimentar uma receita nova, que usei para participar num passatempo de culinária: Folhadinhos de frango e queijo mozarella fresco(O frango é marinado em leite e, depois, temperado com sal, mistura de pimentas e sumo de lima). Ok, tudo bem, peguei no meu carro e fui até ao pingo doce (um caminho que se faz bem a pé, mas corria o risco de apanhar uma chuvada). Até aqui tudo certo. Quando quis voltar para casa, não consegui que o carro pegasse, o que vim a constatar que seria por eu estar nervosa e algo não estava a ser feito como devia.
Voltei para casa fazer a receita e tudo o mais que tinha para fazer e, como podem perceber, com uma neura descomunal. O resto da tarde estive assim.
Nessa noite tinha a companhia de uma amiga, e ela queria ir até ao Norte shopping para passearmos um bocadinho e ir ao dia da Mango, mesmo que fosse só para ver e (tentar) fazer uma maquilhagem à borla:)A minha vontade, com a neura que estava, era não fazer nada, mas ainda bem que ela me convenceu, porque no caminho pedi-lhe para ir comigo ver se o meu carro pegava e PEGOU! Escusado será dizer que fiquei logo mais bem disposta:)
Os meus folhadinhos foram provados pela minha amiga e estavam bons, o que quer dizer que da próxima vez estarão óptimos!
Ah, tenho uma entrevista dia 14 para ser consultora de uma editora, não sei o que sairá dali e ainda falta muito, mas sempre me trouxe um alento:)
Hoje é Sexta, e estou a tratar das coisas da casa e a preparar-me para ir a casa (da minha mãe) no fim-de-semana, porque tenho boleia. Ainda não foi esta semana que tive boas notícias mas não se pode perder a esperança:)
Voltei para casa fazer a receita e tudo o mais que tinha para fazer e, como podem perceber, com uma neura descomunal. O resto da tarde estive assim.
Nessa noite tinha a companhia de uma amiga, e ela queria ir até ao Norte shopping para passearmos um bocadinho e ir ao dia da Mango, mesmo que fosse só para ver e (tentar) fazer uma maquilhagem à borla:)A minha vontade, com a neura que estava, era não fazer nada, mas ainda bem que ela me convenceu, porque no caminho pedi-lhe para ir comigo ver se o meu carro pegava e PEGOU! Escusado será dizer que fiquei logo mais bem disposta:)
Os meus folhadinhos foram provados pela minha amiga e estavam bons, o que quer dizer que da próxima vez estarão óptimos!
Ah, tenho uma entrevista dia 14 para ser consultora de uma editora, não sei o que sairá dali e ainda falta muito, mas sempre me trouxe um alento:)
Hoje é Sexta, e estou a tratar das coisas da casa e a preparar-me para ir a casa (da minha mãe) no fim-de-semana, porque tenho boleia. Ainda não foi esta semana que tive boas notícias mas não se pode perder a esperança:)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Diário de uma miúda à procura de um emprego 26/10/2011
Dia 2: Hoje o dia foi de Inverno. Esqueceram-se do Outono este ano e passámos de um Verão tardio directamente para dias de tempestade. Nestes dias, toda a gente gostava de estar em casa a ver a chuva a cair pela janela, e eu, embora pelas razões erradas, posso:) Pus o puff que trouxemos do IKEA perto da janela, desliguei a televisão e pus-me a ler. O livro trouxe-o da viagem a Newcastle, chama-se "The rise and fall of the Wonder Girls", que é sobre um grupo de amigas durante a adolescência. Clássico:). Comecei a ler em voz alta, não me foi fácil embrenhar-me na história logo ao início, mas a pouco e pouco, o silêncio e a história apoderaram-se de mim e a única voz que ouvia era a das personagens na minha cabeça. De vez em quando, olhava para fora e concentrava-me na chuva, que caía compassada e grossa e encharcava a varanda, e no vento que rugia e parecia ter uma forma, de tão potente que era.
Apercebi-me que todo o nosso tempo é importante. Posso ficar deprimida por não ter trabalho ou aproveitar o meu tempo da melhor maneira, sem descurar a "procura activa de emprego".
Passado algum tempo, com a chuva ainda como pano de fundo, o que se manteve o dia todo, fui buscar os meus Cds da Tori Amos, comecei a ouvi-los e consegui deixar um pouco da minha voz sair. Mas foi pouco, ainda não sai fluente, como saía antigamente. Parece que a minha mente bloqueia o meu desejo de cantar de cada vez que tenho a casa para mim, era algo tão meu...
Tive companhia para um chá depois do almoço, é sempre bom, para falar um bocadinho, sem ser para nós próprios:)E os meus primeiros bombons do ano já foram provados e aprovados:)
Depois do almoço, como de costume, fiz-me à internet na esperança de que fosse um dia melhor do que ultimamente tem sido na procura de anúncios interessantes(uma vez que já enviei centenas de candidaturas espontâneas, para praticamente todo o lado). Parece-me que isto está a melhorar e estão a começar a aparecer anúncios, o que me deixou animada quanto a arranjar trabalho rapidamente.
Continuei com o exercício, depois do jantar e durante a confecção, que é quando me dá para ouvir os canais de música:)`
Realmente, tenho de ser sincera, há dias em que temos prazer em poder ter tempo para nós, o que não acontece quando estamos a trabalhar. Raramente na minha vida tive esta sensação. Mas o dinheiro dá muito jeito:)
Desejem-me sorte!
Apercebi-me que todo o nosso tempo é importante. Posso ficar deprimida por não ter trabalho ou aproveitar o meu tempo da melhor maneira, sem descurar a "procura activa de emprego".
Passado algum tempo, com a chuva ainda como pano de fundo, o que se manteve o dia todo, fui buscar os meus Cds da Tori Amos, comecei a ouvi-los e consegui deixar um pouco da minha voz sair. Mas foi pouco, ainda não sai fluente, como saía antigamente. Parece que a minha mente bloqueia o meu desejo de cantar de cada vez que tenho a casa para mim, era algo tão meu...
Tive companhia para um chá depois do almoço, é sempre bom, para falar um bocadinho, sem ser para nós próprios:)E os meus primeiros bombons do ano já foram provados e aprovados:)
Depois do almoço, como de costume, fiz-me à internet na esperança de que fosse um dia melhor do que ultimamente tem sido na procura de anúncios interessantes(uma vez que já enviei centenas de candidaturas espontâneas, para praticamente todo o lado). Parece-me que isto está a melhorar e estão a começar a aparecer anúncios, o que me deixou animada quanto a arranjar trabalho rapidamente.
Continuei com o exercício, depois do jantar e durante a confecção, que é quando me dá para ouvir os canais de música:)`
Realmente, tenho de ser sincera, há dias em que temos prazer em poder ter tempo para nós, o que não acontece quando estamos a trabalhar. Raramente na minha vida tive esta sensação. Mas o dinheiro dá muito jeito:)
Desejem-me sorte!
Há algo de Romântico nestes dias de tempestade: A forma como as árvores se abanam, tumultuosas, como se quisessem desprender-se de grilhões invisíveis; como os pingos pesados da chuva se precipitam sobre as janelas fechadas, fazendo com que elas tremam com um barulho ampliado, quase parecendo que vão ceder. Para mim, é também profundamente inspirador, estar a olhar para este espectáculo do lado de dentro da janela, sabendo que estou protegida e tenho o coração quente, apesar do frio que está lá fora. Há algo que me fascina no Inverno: as cores cinzentas, os sons selvagens mas calmantes, o vento redentor, tão forte e tão inspirador.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Diário de uma miúda à procura de um emprego 25/11/2011
Dia 1: Achei interessante a ideia de escrever um diário sobre os meus dias, que até há uns dias considerava perdidos.
Vou-vos contextualizar: mudei-me há pouco e ainda estou a habituar-me ao lugar onde estou a viver e ,para compor o cenário, o meu namorado foi uns tempos para fora e fiquei sozinha. No início tive dificuldade em ver-me aqui, sozinha, longe de tudo a que me habituei em alguns anos,e ainda por cima sem trabalho...Confesso que pensei que fosse mais fácil arranjar trabalho por aqui, mas depois de uns meses em que não aparece nem uma entrevista de jeito, uma pessoa começa-se a passar.
Felizmente lembrei-me de gastar o meu tempo (e a verdade é que isto de estar desempregado deixa-nos muito tempo para pensar) a fazer algumas coisas que gosto muito de fazer (como cantar e escrever), e penso que com isso terei bastante para fazer com o meu tempo, entre outras actividades importantes, porque a verdade é que nem sempre temos tempo para nós, tenho de aproveitar este tempo da melhor maneira.
E para começar bem o dia, fui fazer uma longa caminhada (45 min) e comprar algumas coisas que precisava para declarar oficialmente aberta a época dos bombons. E fiquei super contente porque saíram muito bem e, como tenho uma família grande preciso de muitos (prendas de Natal, há que arranjar maneiras de dar a volta à crise:)). A história dos bombons valeu-me várias idas à cozinha ao longo da tarde, para ir fazendo as várias etapas, desde os recheios a pôr o chocolate nas formas e cobri-lo, etc. Os primeiros do ano foram de Mocca, Baunilha e Morango. De certeza que vão agradar a toda a gente:)
Mas claro que o dia de uma miúda de 28 anos à procura de emprego não é só fazer bombons e pensar em cantorias para passar. Como sempre, no meu dia não podia faltar a ronda pelas páginas de emprego, logo depois de um almoço saudável que sobrou do dia anterior, apenas para descobrir que hoje não saiu nada de jeito. Mas não se preocupem, não desanimei:) Já estou na fase do "fazer o máximo e esperar o melhor, mas sem me preocupar demasiado".
Um dos meus mais recentes projectos é, também, fazer alguns exercícios todos os dias para compensar os erros que se faz, especialmente quando se está em casa. Uma amiga falou-me dos exercícios do Dr.Oz e esses são os meus favoritos, mas claro que adiciono outros, para fazer um plano de exercícios de pelo menos 10 min. por dia. A isso junto a minha "corrida estática" e uma espécie de saltar à corda sem corda, especialmente quando estou na cozinha a fazer o almoço ou jantar. E isso deixa-me orgulhosa de mim e esperançada de que me faça ter a forma que tanto desejo. Ou pelo menos, ajuda-me a não me sentir culpada pelas "facadinhas" na alimentação saudável:)
Vamos ver se amanhã será o dia em que tenho boas notícias!
Vou-vos contextualizar: mudei-me há pouco e ainda estou a habituar-me ao lugar onde estou a viver e ,para compor o cenário, o meu namorado foi uns tempos para fora e fiquei sozinha. No início tive dificuldade em ver-me aqui, sozinha, longe de tudo a que me habituei em alguns anos,e ainda por cima sem trabalho...Confesso que pensei que fosse mais fácil arranjar trabalho por aqui, mas depois de uns meses em que não aparece nem uma entrevista de jeito, uma pessoa começa-se a passar.
Felizmente lembrei-me de gastar o meu tempo (e a verdade é que isto de estar desempregado deixa-nos muito tempo para pensar) a fazer algumas coisas que gosto muito de fazer (como cantar e escrever), e penso que com isso terei bastante para fazer com o meu tempo, entre outras actividades importantes, porque a verdade é que nem sempre temos tempo para nós, tenho de aproveitar este tempo da melhor maneira.
E para começar bem o dia, fui fazer uma longa caminhada (45 min) e comprar algumas coisas que precisava para declarar oficialmente aberta a época dos bombons. E fiquei super contente porque saíram muito bem e, como tenho uma família grande preciso de muitos (prendas de Natal, há que arranjar maneiras de dar a volta à crise:)). A história dos bombons valeu-me várias idas à cozinha ao longo da tarde, para ir fazendo as várias etapas, desde os recheios a pôr o chocolate nas formas e cobri-lo, etc. Os primeiros do ano foram de Mocca, Baunilha e Morango. De certeza que vão agradar a toda a gente:)
Mas claro que o dia de uma miúda de 28 anos à procura de emprego não é só fazer bombons e pensar em cantorias para passar. Como sempre, no meu dia não podia faltar a ronda pelas páginas de emprego, logo depois de um almoço saudável que sobrou do dia anterior, apenas para descobrir que hoje não saiu nada de jeito. Mas não se preocupem, não desanimei:) Já estou na fase do "fazer o máximo e esperar o melhor, mas sem me preocupar demasiado".
Um dos meus mais recentes projectos é, também, fazer alguns exercícios todos os dias para compensar os erros que se faz, especialmente quando se está em casa. Uma amiga falou-me dos exercícios do Dr.Oz e esses são os meus favoritos, mas claro que adiciono outros, para fazer um plano de exercícios de pelo menos 10 min. por dia. A isso junto a minha "corrida estática" e uma espécie de saltar à corda sem corda, especialmente quando estou na cozinha a fazer o almoço ou jantar. E isso deixa-me orgulhosa de mim e esperançada de que me faça ter a forma que tanto desejo. Ou pelo menos, ajuda-me a não me sentir culpada pelas "facadinhas" na alimentação saudável:)
Vamos ver se amanhã será o dia em que tenho boas notícias!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A realidade dura daquilo que fui e já não sei ser, quero, não quero, não sei...
A angústia que fica, latente, dormente, a saudade de um alguém que disse adeus, que está mas morreu, que já não sou eu...
E de repente...
Olhos abertos e a escuridão toma-me de assalto
mas eu não me rendo nem me deixo abater
porque afinal aqui adormecida estive sempre a combater
Sempre a crescer
Aninhada às vezes, perdida, cansada de lutar,
sem saber
sem contar...deixada à deriva num mar de dúvidas e incertezas
a navegar sem nunca chegar, não por falta de tentar, a esmorecer...
Alto...
O futuro observa, desconfiado.
A mim não me assusta o seu olhar petrificante porque ele está sempre a fugir. E quando chegar serei acolhida por um presente bem mais acolhedor. Basta.
Não me interessa o futuro, Ente que ninguém conhece.
Basta-me o que tenho agora a isso sou EU.
E na verdade nunca me perdi porque ninguém se perde no tempo, apenas no caminho. Sou a mesma. Vou fazer por deixar-me acordar.
A angústia que fica, latente, dormente, a saudade de um alguém que disse adeus, que está mas morreu, que já não sou eu...
E de repente...
Olhos abertos e a escuridão toma-me de assalto
mas eu não me rendo nem me deixo abater
porque afinal aqui adormecida estive sempre a combater
Sempre a crescer
Aninhada às vezes, perdida, cansada de lutar,
sem saber
sem contar...deixada à deriva num mar de dúvidas e incertezas
a navegar sem nunca chegar, não por falta de tentar, a esmorecer...
Alto...
O futuro observa, desconfiado.
A mim não me assusta o seu olhar petrificante porque ele está sempre a fugir. E quando chegar serei acolhida por um presente bem mais acolhedor. Basta.
Não me interessa o futuro, Ente que ninguém conhece.
Basta-me o que tenho agora a isso sou EU.
E na verdade nunca me perdi porque ninguém se perde no tempo, apenas no caminho. Sou a mesma. Vou fazer por deixar-me acordar.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
CRISE?
E a verdade é que hoje olhamos para o futuro e não vemos nada.
Há 10 anos atrás pensava naquilo que poderia estar a fazer e imaginava-me com um emprego estável, a fazer algo que gostasse, com uma família, com o meu espaço, com algo de meu...Hoje penso naquilo que estarei a fazer daqui a 10 meses e...não sei. Tudo é tão instável e a vida é tão difícil que, na verdade, me enojam as palavras dos políticos com as suas facilidades em fazer isto e aquilo e o mexilhão que se sacrifique e que viva uma vida da treta...Pois...A verdade é que, como milhares outros como eu, sou Licenciada e trabalho há 4 anos para não ter nada meu. Saltitando de trabalho pior em mau mas um pouco melhor e sem ter conseguido nenhuma melhoria. Trabalho para pagar as contas e não posso pensar em mais que no dia-a-dia porque ainda estou presa aos malditos recibos verdes e a trabalhos em part-time...E isso é triste...
Sinceramente não sei qual será a saída para esta situação em que nos meteram. Não sou daquelas que diz que a culpa é de todos, minha não é, que nunca tive nada e nunca gastei dinheiro que não tinha...
Mas vamos lá ver: A CULPA é de quem?
Do Governo? SIM, mas não só.
*A CULPA é das Universidades que funcionam à custa dos nossos pagamentos de propinas e, assim que se vêem livres de nós, demitem-se de qualquer dever para connosco. Ou há RESPONSABILIZAÇÃO dos institutos de ensino na colocação de jovens no trabalho ou então é melhor NÃO ABRIR VAGAS.
*A CULPA é dos bancos que enriqueceram à custa de juros usurários e daqueles que, coniventes com esta situação, sempre fecharam os olhos a isto porque lhes convinha.
*A CULPA é das cunhas que minaram o sistema por dentro, pondo nos lugares de legítimos trabalhadores, pessoas sem qualquer formação ou aptidão para eles.
*A CULPA é do funcionarismo público, que para além de ser injusto para aqueles que são BONS funcionários públicos, promove a má-educação e o facilitismo de alguns funcionários, os maus serviços e o culto de "o utente nunca tem razão". Já para resolver estas situações, que no meu caso e em muitos outros, se vão já acumulando, sugiro que comecem a usar mais o LIVRO de RECLAMAÇÕES. E depois queixam-se que vão perder regalias...Tá bem...
*A CULPA é daquelas pessoas que ganham mais de 30 mil euros por ano e ainda fazem créditos para férias. O pobre, esse, sempre viveu mal e vai continuar a viver. E não se queixa tanto porque está habituado...
E pronto, haverá outras culpas por aí...De momento não me estou a lembrar. Fiquem à vontade para compor o ramalhete...
Isto é apenas um desabafo. A verdade é que estou farta de que se fale da crise. Mas também é verdade que não podemos fechar os olhos a ela. Vamos ter uma vida da treta...Welcome to the real world...Amanhã será melhor:)
Há 10 anos atrás pensava naquilo que poderia estar a fazer e imaginava-me com um emprego estável, a fazer algo que gostasse, com uma família, com o meu espaço, com algo de meu...Hoje penso naquilo que estarei a fazer daqui a 10 meses e...não sei. Tudo é tão instável e a vida é tão difícil que, na verdade, me enojam as palavras dos políticos com as suas facilidades em fazer isto e aquilo e o mexilhão que se sacrifique e que viva uma vida da treta...Pois...A verdade é que, como milhares outros como eu, sou Licenciada e trabalho há 4 anos para não ter nada meu. Saltitando de trabalho pior em mau mas um pouco melhor e sem ter conseguido nenhuma melhoria. Trabalho para pagar as contas e não posso pensar em mais que no dia-a-dia porque ainda estou presa aos malditos recibos verdes e a trabalhos em part-time...E isso é triste...
Sinceramente não sei qual será a saída para esta situação em que nos meteram. Não sou daquelas que diz que a culpa é de todos, minha não é, que nunca tive nada e nunca gastei dinheiro que não tinha...
Mas vamos lá ver: A CULPA é de quem?
Do Governo? SIM, mas não só.
*A CULPA é das Universidades que funcionam à custa dos nossos pagamentos de propinas e, assim que se vêem livres de nós, demitem-se de qualquer dever para connosco. Ou há RESPONSABILIZAÇÃO dos institutos de ensino na colocação de jovens no trabalho ou então é melhor NÃO ABRIR VAGAS.
*A CULPA é dos bancos que enriqueceram à custa de juros usurários e daqueles que, coniventes com esta situação, sempre fecharam os olhos a isto porque lhes convinha.
*A CULPA é das cunhas que minaram o sistema por dentro, pondo nos lugares de legítimos trabalhadores, pessoas sem qualquer formação ou aptidão para eles.
*A CULPA é do funcionarismo público, que para além de ser injusto para aqueles que são BONS funcionários públicos, promove a má-educação e o facilitismo de alguns funcionários, os maus serviços e o culto de "o utente nunca tem razão". Já para resolver estas situações, que no meu caso e em muitos outros, se vão já acumulando, sugiro que comecem a usar mais o LIVRO de RECLAMAÇÕES. E depois queixam-se que vão perder regalias...Tá bem...
*A CULPA é daquelas pessoas que ganham mais de 30 mil euros por ano e ainda fazem créditos para férias. O pobre, esse, sempre viveu mal e vai continuar a viver. E não se queixa tanto porque está habituado...
E pronto, haverá outras culpas por aí...De momento não me estou a lembrar. Fiquem à vontade para compor o ramalhete...
Isto é apenas um desabafo. A verdade é que estou farta de que se fale da crise. Mas também é verdade que não podemos fechar os olhos a ela. Vamos ter uma vida da treta...Welcome to the real world...Amanhã será melhor:)
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
NO TEMPO DOS AMORES DESCARTAVEIS…
O André era o grande amor da minha vida. E eu vivia no tempo dos amores descartáveis e tinha 16 anos e tinha, portanto, uma grande bota para descalçar…O choque e o horror das minhas colegas de escola mostrava-me claramente isso: é perfeitamente contra-natura amar apenas um homem até ao fim dos meus dias. Realmente não me lembro de um tempo em que isso fosse verdade, no tempo dos meus pais isso não acontecia, no dos meus avós também já não, no dos bisavós talvez…não sei porque, como é óbvio, não me lembro e não estava lá para ver. Mas às vezes sonho com um tempo em que o meu amor incondicional tivesse sido possível…Sei que posso parecer maluca, mas é verdade.
A Lina e a Suzete diziam que eu devia experimentar o Pedro, que estava interessado em mim e que, aliás, era amigo do André, e isso ajudaria a erradicar de vez esta coisa incómoda de dentro de mim. Se eu andasse com um amigo do André, diziam elas, eles não me quereriam partilhar. Mas eu não queria experimentar o Pedro, nem o João, nem o Zé da esquina…A verdade é que eu só queria o André, por muito que me envergonhasse dizê-lo…
É claro que eu não podia desabafar com ninguém da minha família. Eles iam achar que eu estava doida…O meu pai já me tinha avisado de todas as raparigas que se perdem com essa história do Amor…Disse que é natural as pessoas estarem com toda a gente que puderem, que não pode ser de outra maneira…A minha mãe, essa, ia dizer que eu ainda sou uma criança, que não sei nada da vida, que vou chegar a essa conclusão quando for tempo…Mas eu não me importava. Eu amava o André e sabia que podia fazê-lo querer-me só a mim. Propus-me começar a minha Demanda e tinha a certeza que podia passar por cima da mentalidade dos outros. Primeiro, calada. Não é fácil reconhecer a diferença.
Eu sabia que o André queria andar comigo, mas eu não queria enquanto ele não soubesse que me queria só a mim…Eu recusava-me…Ele um dia disse-me: “Olha, Bea, sabes que eu e a Joana saímos mas não há problema, não me importo de sair também contigo. Aliás, a Joana diz que és fixe e que podíamos ir ao cinema os três…”E aquilo revoltou-me… Apeteceu-me pregar-lhe um estalo…Cheguei a casa a chorar e a minha mãe riu-se de mim…”Tolinha romântica”…disse. “Só te metes em problemas”.
Eu não conseguia perceber porque não podia ter alguém que se importasse só comigo…Que me ligasse à noite a perguntar se o dia me tinha corrido bem, que aparecesse em casa para me ver quando eu estivesse doente, que adormecesse a pensar no meu sorriso…Sentia-me confusa por querer uma coisa que ninguém quer, que ninguém pode ter…Porque é que eu não podia ser como os outros?
Eu disse não ao André e no dia seguinte a Joana riu-se de mim. Ela saía com o André e com muitos outros rapazes. Era uma rapariga normal, como toda a gente me dizia que eu devia ser…Eu não queria ser como ela. Gostava de ser como eu. Por um lado eu gostava de ser especial.
(...)continua...
A Lina e a Suzete diziam que eu devia experimentar o Pedro, que estava interessado em mim e que, aliás, era amigo do André, e isso ajudaria a erradicar de vez esta coisa incómoda de dentro de mim. Se eu andasse com um amigo do André, diziam elas, eles não me quereriam partilhar. Mas eu não queria experimentar o Pedro, nem o João, nem o Zé da esquina…A verdade é que eu só queria o André, por muito que me envergonhasse dizê-lo…
É claro que eu não podia desabafar com ninguém da minha família. Eles iam achar que eu estava doida…O meu pai já me tinha avisado de todas as raparigas que se perdem com essa história do Amor…Disse que é natural as pessoas estarem com toda a gente que puderem, que não pode ser de outra maneira…A minha mãe, essa, ia dizer que eu ainda sou uma criança, que não sei nada da vida, que vou chegar a essa conclusão quando for tempo…Mas eu não me importava. Eu amava o André e sabia que podia fazê-lo querer-me só a mim. Propus-me começar a minha Demanda e tinha a certeza que podia passar por cima da mentalidade dos outros. Primeiro, calada. Não é fácil reconhecer a diferença.
Eu sabia que o André queria andar comigo, mas eu não queria enquanto ele não soubesse que me queria só a mim…Eu recusava-me…Ele um dia disse-me: “Olha, Bea, sabes que eu e a Joana saímos mas não há problema, não me importo de sair também contigo. Aliás, a Joana diz que és fixe e que podíamos ir ao cinema os três…”E aquilo revoltou-me… Apeteceu-me pregar-lhe um estalo…Cheguei a casa a chorar e a minha mãe riu-se de mim…”Tolinha romântica”…disse. “Só te metes em problemas”.
Eu não conseguia perceber porque não podia ter alguém que se importasse só comigo…Que me ligasse à noite a perguntar se o dia me tinha corrido bem, que aparecesse em casa para me ver quando eu estivesse doente, que adormecesse a pensar no meu sorriso…Sentia-me confusa por querer uma coisa que ninguém quer, que ninguém pode ter…Porque é que eu não podia ser como os outros?
Eu disse não ao André e no dia seguinte a Joana riu-se de mim. Ela saía com o André e com muitos outros rapazes. Era uma rapariga normal, como toda a gente me dizia que eu devia ser…Eu não queria ser como ela. Gostava de ser como eu. Por um lado eu gostava de ser especial.
(...)continua...
terça-feira, 17 de agosto de 2010
I LOVED YOU ALL THE WAY(song)
Time has been hard on us
Nothing ever comes easy
I know you never meant to cry
I know you never asked for all of this
Staying strong was always worth it
The truth is that you get some things
And you don´t deserve them
Through despair and fear
It was you and me
Through the storm and the sea
Through the pain
Crying behind closed doors
Walking through neverending halls
I breathe and I can clearly see
You are my future
I never wanted to give in
And I never did
CHORUS: I loved you all the way
Yes I loved you all the way
Endless days and broken dreams
Almost felt like the end
Trying to make you see
Hope is never to lose
Something in your eyes
Something I needed to hang on to
Through despair and fear
It was you and me
Through the storm and the sea
Through the pain
And we made it
I could´t even believe when we made it
I breathe and I can clearly see
You in my future
You have a future
With me
CHORUS: I loved you all the way
Yes I loved you all the way
And now you say
We should have some time
To think our lives over
I thought we would never be apart...
I breathe and what I see is not clear anymore
But though you´re not in my future
I´m happy cause...
CHORUS: I loved you all the way
Yes I loved you all the way
( Porque, apesar de nunca ter tido nenhuma situação extrema na minha vida, gostaria que houvesse alguém que me amasse apesar das adversidades. Um apelo ao amor incondicional que ultrapassa qualquer barreira e que, tantas vezes, se perde à mínima dificuldade. No fundo, a questão é: que amor é esse que só sobrevive em tempos de felicidade?)
Nothing ever comes easy
I know you never meant to cry
I know you never asked for all of this
Staying strong was always worth it
The truth is that you get some things
And you don´t deserve them
Through despair and fear
It was you and me
Through the storm and the sea
Through the pain
Crying behind closed doors
Walking through neverending halls
I breathe and I can clearly see
You are my future
I never wanted to give in
And I never did
CHORUS: I loved you all the way
Yes I loved you all the way
Endless days and broken dreams
Almost felt like the end
Trying to make you see
Hope is never to lose
Something in your eyes
Something I needed to hang on to
Through despair and fear
It was you and me
Through the storm and the sea
Through the pain
And we made it
I could´t even believe when we made it
I breathe and I can clearly see
You in my future
You have a future
With me
CHORUS: I loved you all the way
Yes I loved you all the way
And now you say
We should have some time
To think our lives over
I thought we would never be apart...
I breathe and what I see is not clear anymore
But though you´re not in my future
I´m happy cause...
CHORUS: I loved you all the way
Yes I loved you all the way
( Porque, apesar de nunca ter tido nenhuma situação extrema na minha vida, gostaria que houvesse alguém que me amasse apesar das adversidades. Um apelo ao amor incondicional que ultrapassa qualquer barreira e que, tantas vezes, se perde à mínima dificuldade. No fundo, a questão é: que amor é esse que só sobrevive em tempos de felicidade?)
sábado, 31 de julho de 2010
Conto
Precisava de respirar. Abriu a janela e tentou farejar na linha do horizonte o lugar onde queria estar. Queria teletransportar-se para qualquer sítio no mundo onde pudesse sentir-se em casa. Era uma sensação interessante: a "inquietude" de não saber onde se deve estar, mas ter a certeza de que algures no mundo existe um lugar para nós.
Era assim que ele se sentia. Sentia-se sozinho; deslocado. Mas, mesmo assim, era feliz.
Com 32 anos, tinha aprendido que a única certeza que tinha era que só podia contar consigo próprio.
Não tinha família. Os pais tinham morrido quando ainda era uma criança. Foi viver com os avós mas a idade não perdoa e também os perdeu quando tinha 20 anos. E, desde essa altura, vivia sozinho. E não pensava na perda. Bem, talvez só de vez em quando, naqueles dias em que a saudade volta e as recordações e todos os bons momentos batem à porta da nossa cabeça. Mas, ao contrário do que possa parecer, ele não era alguém frio: a razão de não pensar muito na sua família era simples: na realidade, nunca tinha conhecido os pais. Era demasiado novo quando morreram. Era ainda um bebé. Talvez não pudesse dizer que os amava. A verdade "cruel" é que amamos apenas aquilo que conhecemos. É claro que amava os avós. Mas quando morreram, já com 80 anos, sabia que a morte é inevitável quando já se viveu tudo o que havia para viver. E conformou-se. Parece difícil de compreender. Mas para ele parecia apenas lógico. (...)
Era assim que ele se sentia. Sentia-se sozinho; deslocado. Mas, mesmo assim, era feliz.
Com 32 anos, tinha aprendido que a única certeza que tinha era que só podia contar consigo próprio.
Não tinha família. Os pais tinham morrido quando ainda era uma criança. Foi viver com os avós mas a idade não perdoa e também os perdeu quando tinha 20 anos. E, desde essa altura, vivia sozinho. E não pensava na perda. Bem, talvez só de vez em quando, naqueles dias em que a saudade volta e as recordações e todos os bons momentos batem à porta da nossa cabeça. Mas, ao contrário do que possa parecer, ele não era alguém frio: a razão de não pensar muito na sua família era simples: na realidade, nunca tinha conhecido os pais. Era demasiado novo quando morreram. Era ainda um bebé. Talvez não pudesse dizer que os amava. A verdade "cruel" é que amamos apenas aquilo que conhecemos. É claro que amava os avós. Mas quando morreram, já com 80 anos, sabia que a morte é inevitável quando já se viveu tudo o que havia para viver. E conformou-se. Parece difícil de compreender. Mas para ele parecia apenas lógico. (...)
( Mais uma recordação. Há alguns anos atrás:))
Como se eu fosse transparente...
As vezes em que me viste
E disseste
"I like your style"
Sorria porque me parecia apropriado
Eras um ser distante, confuso...
Como um puzzle que eu queria resolver
E nada. Os teus olhos quentes
O frio da tua expressão
Das minhas mãos, da cerveja
Tudo roda.
Há Eu e Tu e nós não existe
A minha mente corre por ti
Mas não moras no meu coração
Como se eu fosse transparente...
As vezes em que me viste
E disseste
"I like your style"
Sorria porque me parecia apropriado
Eras um ser distante, confuso...
Como um puzzle que eu queria resolver
E nada. Os teus olhos quentes
O frio da tua expressão
Das minhas mãos, da cerveja
Tudo roda.
Há Eu e Tu e nós não existe
A minha mente corre por ti
Mas não moras no meu coração
(Talvez há uns dois anos atrás...Vou encontrando aqui e ali os tesouros do passado. E até dentro de mim:). ansiosa por que preparem o futuro)
Nunca nos damos completamente
A uma causa sem pensar
E eu não estou cansada, não,
Quase nada
Recomeçar...
O amanhã é sempre distante
Longo e errante como nós
Perdidos sem o destino
Sempre agarrados a outra voz
Que nos ensina
Que nos vai comendo lentamente
Então e nós o que somos?
Qualquer dia, quando pudermos
Abrir as palavras era bom ver
De que são feitos os sonhos
E porque nos fazem crescer
Não sei o que essa luz me deu
Só sei que essa luz sou eu
E o que eu sei
É tão pouco, posso ver
Que as certezas não existem
E o importante é viver
O que eu sei
É só aquilo que eu sou
Nunca nos damos completamente
A uma causa sem pensar
E eu não estou cansada, não,
Quase nada
Recomeçar...
O amanhã é sempre distante
Longo e errante como nós
Perdidos sem o destino
Sempre agarrados a outra voz
Que nos ensina
Que nos vai comendo lentamente
Então e nós o que somos?
Qualquer dia, quando pudermos
Abrir as palavras era bom ver
De que são feitos os sonhos
E porque nos fazem crescer
Não sei o que essa luz me deu
Só sei que essa luz sou eu
E o que eu sei
É tão pouco, posso ver
Que as certezas não existem
E o importante é viver
O que eu sei
É só aquilo que eu sou
quarta-feira, 28 de julho de 2010
ImensaMente (Num dia qualquer de 2007:))
Andava pela rua e perguntava-se qual era o propósito da chuva cair. E o tempo passava, enquanto andava, e nem via que era, também, o mundo que estava todo a cair; e o muro da casa, e a porta rachada...E enquanto andava não via que a estrada parecia ruir, e o caminho fugir. Sabia que não era um pássaro e não podia voar, por isso continuava a andar como se tudo dependesse de nunca parar.
E de repente, todas as coisas lhe gritavam. E as janelas fechadas eram mundos que não tinha pressa de conhecer. Respirava o fumo dos carros, inalava a vida que desejava alcançar. E as horas sucediam-se e o medo de (se) perder a latejar, de fraquejar, de ter de parar sem contar. E os olhos, quase fechados, semi-cerrados pela vontade de chorar. E, sem ter já força, continuava a andar e sabia que o sol ia acabar por se apagar e a rua ia ficar deserta e a vida ia acabar por se tornar incerta, como o caminho, e ia ter de reconhecer que, às vezes, é preciso parar para não morrer...
E de repente, todas as coisas lhe gritavam. E as janelas fechadas eram mundos que não tinha pressa de conhecer. Respirava o fumo dos carros, inalava a vida que desejava alcançar. E as horas sucediam-se e o medo de (se) perder a latejar, de fraquejar, de ter de parar sem contar. E os olhos, quase fechados, semi-cerrados pela vontade de chorar. E, sem ter já força, continuava a andar e sabia que o sol ia acabar por se apagar e a rua ia ficar deserta e a vida ia acabar por se tornar incerta, como o caminho, e ia ter de reconhecer que, às vezes, é preciso parar para não morrer...
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Passaste (Memorial a José Saramago)
Passaste
Pelas linhas do destino caminhaste
E encontraste a fé nessa palavra
Que teimava em sair
Teimosa
Que te deixava um sopro de ilha
Nas mãos
Que te deixava lá longe mas com lugar
No coração para nós
Fugiste
Ferido e zangado
Pintaste mundos que nos imitaram
Sonhaste-nos vezes sem conta
Gritaste
Até que um dia o Mundo todo te ouviu
E hoje voltaste
A ser o pó da terra que tanto amaste
Mas esta terra há-de lembrar-se
Daqueles que por ela lutaram
daqueles que mágoas por ela sentiram
Daqueles que a quiseram enaltecer
Por isso descansa
Que essa caneta por hoje está gasta
Mas outras virão
Movidas por ti
*Apesar de não ser apreciadora da escrita de Saramago, obrigada pela força e determinação que definem os homens importantes.
Pelas linhas do destino caminhaste
E encontraste a fé nessa palavra
Que teimava em sair
Teimosa
Que te deixava um sopro de ilha
Nas mãos
Que te deixava lá longe mas com lugar
No coração para nós
Fugiste
Ferido e zangado
Pintaste mundos que nos imitaram
Sonhaste-nos vezes sem conta
Gritaste
Até que um dia o Mundo todo te ouviu
E hoje voltaste
A ser o pó da terra que tanto amaste
Mas esta terra há-de lembrar-se
Daqueles que por ela lutaram
daqueles que mágoas por ela sentiram
Daqueles que a quiseram enaltecer
Por isso descansa
Que essa caneta por hoje está gasta
Mas outras virão
Movidas por ti
*Apesar de não ser apreciadora da escrita de Saramago, obrigada pela força e determinação que definem os homens importantes.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Munich
Your streets are following me
Looking around, the light I see reminds me
of you
Looking inside the walls
Your walls appear to me
I´m there
Once again
I´m there
A tear crying inside of me
A soul screaming, wanting to leave
My soul
Wanting to leave
Where it´s locked inside
Where I tried to hide it
Inside
What if
I had never left
What if
Time never went by
What if I had never changed my mind
What if I had never met you
I wish I never met you
Since I met you I was never mine
Since I met you I was never mine
Never mind
never mind
I wish I never met you
Cause I always thought I was so strong
And I was
I was so strong
I could take the world on my own
I wanted to be alone
Leave me alone
Let me be alone...
But I love you
yes I love you
I love you though anguish sometimes calls
I love you
come what may
I´ve changed
I´ve changed
Need to find myself again
Looking around, the light I see reminds me
of you
Looking inside the walls
Your walls appear to me
I´m there
Once again
I´m there
A tear crying inside of me
A soul screaming, wanting to leave
My soul
Wanting to leave
Where it´s locked inside
Where I tried to hide it
Inside
What if
I had never left
What if
Time never went by
What if I had never changed my mind
What if I had never met you
I wish I never met you
Since I met you I was never mine
Since I met you I was never mine
Never mind
never mind
I wish I never met you
Cause I always thought I was so strong
And I was
I was so strong
I could take the world on my own
I wanted to be alone
Leave me alone
Let me be alone...
But I love you
yes I love you
I love you though anguish sometimes calls
I love you
come what may
I´ve changed
I´ve changed
Need to find myself again
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